Passion pour l’Eau Rouge - de novo e para sempre

Detesto republicar posts. Detesto ler meus blogueiros favoritos e no fim do post aparecer que alquele artigo foi publicado originalmente há 3, 5 anos atrás. Então se você é como eu, esqueça o que vem a partir de agora.

Um grande amigo que mora na Holanda, parceiro de um projeto conjunto que está amadurecendo devagar (e a culpa é minha), me mandou um email dizendo que vai neste final de semana para a Bélgica assistir à prova de Spa-Francorchamps. Perguntou se eu queria algo de lá, claro, desde que não fosse a Ferrari do Massa ou o capacete do Hamilton.

Eu pensei, voltei em setembro do ano passado e li o post abaixo. Pedi ao Sêmola uma foto (sua paixão com qualidade de sobra) da Eau Rouge. Se ele ficasse perto eu queria um depoimento dele sobre a sensação dos carros fazendo a Eua Rouge. Mas na verdade, eu queria era sentir a emoção de verdade de contornar a Eau Rouge. Re-leia o post que escrevi ano passado nesta época do ano.

Passion pour l’Eau Rouge

Caro leitor, se procuravas perfume, desculpe, não é aqui. Tente o Xeryus Rouge Givanchy, eu adoro. Se você ficou aqui, vai ouvir uma confissão. Tenho uma paixão de infância não resolvida. Nem tenho mais esperança de um dia realizar esse sonho. Era tão grande, que troquei por diversos outros menores e mais fáceis de resolver. Mentira… nunca consegui trocar esse sonho, mesmo sabendo-o impossível. Fui estudar engenharia mecânica para poder ficar um pouco mais perto do sonho… na verdade, meu sonho de menino era ser piloto de corridas de automóveis.

Hoje estava navegando por uns feeds e encontrei um post de um blog assinado recentemente, o Velocidade, e abrindo o post, uma foto linda da curva Raidillon de l’Eau Rouge (calma, não vai agora lá, depois você deve ir lá, só depois). Essa curva, fica depois de uma reta. Um momento. Vou te contar como chegar nela, só para que se possa entender porque esta pista é fantástica, e 9 entre 10 pilotos adoram ela.

Depois de passar por um miolo muito rápido, sobe-se quase em linha reta até próximo de 300 km/h para frear bruscamente e passar por uma chicane que se chama bus stop. A Chicane te leva para uma reta muito curtinha, onde fica a linha de chegada. Ali, no final da reta, faz-se uma curva à direita que é um cotovelo fechadíssimo, com uma velocidade estúpida para um F1, algo em torno de 70 km/h. Agarre o volante… inspire fundo… pare de respirar. Logo após esse cotovelo, pega-se uma reta em descida, que deve ser feita com o pé em baixo. Lá no ponto mais baixo da reta, um “S”, que se chega à quase 300 km/h e com um vazio interno nunca alcançado em nenhuma outra pista de F1, precisa ser contornado virando-se rapidamente, mas sem perder a aderência com a pista, à esquerda, à direita e esquerda de novo.

Os grandes pilotos (loucos?) nem aliviam o pé, só trancam a respiração e se atiram ladeira abaixo, para depois, ladeira acima, em uma grande reta mesmo em subida, atingir velocidades por volta de 330 km/h para outra chicane. Respire. Essa é a pista de Spa-Francorchamps na Bélgica. É lá que a F1 estará de volta nesse final de semana depois de uma ausência no ano passado. É lá que tem o ponto mais fantástico da Fórmula-1, o apaixonante mergulho na Eau Rouge. Droga só experimentar isso virtualmente. Agora vá lá no Blog Velocidade e veja as marcas do fundo dos carros marcados no traçado da curva.

BONUS: Durante o GP de 2000, Schumacher sustentava a posição frente aos ataques de Kimi Haikkonen, com uma McLaren superior à Ferrari. Depois de passarem pelo mergulho da Eau Rouge, sobem com Kimi chegando perto, quando no final da ladeira o BAR Honda de Ricardo Zonta (retardatário) parece ser a salvação de Schummy, mas num vácuo triplo, enquanto a Ferrari corta pela esquerda, Kimi acha uma brecha pela direita nos oferecendo uma das mais belas e plásticas ultrapassagens da F1. Veja o filme abaixo ou vá no Youtube.

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Padrinho orgulhoso

Blog Estação Primeira - MangueiraNão é porque eu fui padrinho do blog dele - blog Rafa, blog - que vou dar essa babada. Ok… é porque eu fui padrinho mesmo. Mas o texto que o Rafa colocou no Estação Primeira sobre como ele recuperou para o mundo uma música, um hino, um pedaço da história da escola de samba do coração dele - a Mangueira - vale ser lido.

Se um bom texto mexe com suas emoções, e eu acredito nisso, independente do tamanho que ele tenha, seja um romance, uma poesia ou um post em um blog, o artigo “Hino da Mangueira: a história de uma saga em verde e rosa” é um texto excelente.

Rafa, só quem tem cultiva emoção é capaz de provocar emoção. Valeu garoto! Bom demais!

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